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TRÊS motivos para as empresas fazerem da assessoria de imprensa uma aliada em tempos de crise

AUTORA: HELOÍSA PAIVA*


Em tempos de crise, como a que vivemos agora, a primeira coisa que muita empresa de pequeno ou médio porte faz é reduzir orçamento de marketing – muitas vezes, cortando os serviços da assessoria de imprensa. Alguns executivos alegam falta de verba, outros falta de tempo para se dedicar, e há ainda os que julgam que se o mercado não está favorável o trabalho não trará resultados. Antes de entender esse comportamento, é importante destacar como as grandes empresas lidam com o departamento de comunicação e marketing. Para esse grupo, comunicação representa um dos maiores investimentos e esses líderes contam com a expertise dos profissionais de comunicação em reuniões-chave. Afinal, é fundamental estar a par das decisões e estratégias comerciais da empresa para que a comunicação cause impacto, sustente a credibilidade das demais ações, mantenha a reputação em alta.

Voltando aos pequenos e médios, só não faz sentido trazer para junto das decisões estratégicas a empresa de comunicação que conhece bem o negócio do cliente se ele está decidido a sucumbir à crise, numa atitude “kamikaze”. Sob nenhum ponto de vista, deixar de existir publicamente é a decisão mais acertada em momentos difíceis – isso inclui aqueles que resolvem ficar apenas administrando as próprias mídias sociais, acreditando que dessa forma ainda mantêm a engrenagem em movimento. Se há dúvida, seguem TRÊS motivos para ter uma Assessoria de Imprensa como aliada:

1. Reputação é algo que se constrói e deve ser preservada custe o que custar. Tem gente que resume o trabalho de assessoria de imprensa como “anúncio gratuito”, já que os press releases, artigos ou matérias são divulgados em inúmeros veículos de comunicação sem custos adicionais para o cliente. Mas é preciso ter cuidado, porque se trata de um equívoco. Se o conteúdo do que estiver sendo divulgado for questionável ou mal escrito, a reputação da marca será mal avaliada. Outro ponto fundamental: anúncios vendem o que se quer para quem se interessa, mas não estão atrelados à credibilidade. Quando se diz que uma empresa levou anos para construir seu nome, sua marca, por trás dos bastidores houve um trabalho incessante para que ela se comunicasse com seus vários públicos de interesse com o menor ruído possível e fosse admirada por isso. Portanto, não é num momento de crise que se pode abrir mão de reputação. A empresa pode até avaliar propostas de outras agências, talvez mais alinhadas com a redução do orçamento, mas sem abrir mão da qualidade e do cuidado com que seu nome é tratado.


2. Em tempos de crise, aumenta o consumo de notícias. Dados recentes da agência norte-americana Horowitz Research revelam que o consumo de notícias cresceu muito de forma geral, nas mais variadas plataformas. As pessoas não só estão mais antenadas com o que está acontecendo globalmente, como também estão mais engajadas e voltadas para as notícias locais. Entre os americanos, 58% afirmaram que estão se informando muito mais do que antes, por exemplo. E a grande surpresa foi um aumento de 53% no interesse de pessoas entre 18 e 49 anos por notícias de modo geral – já que nunca fizeram parte do grupo principal (> 50 anos). Outro dado que chama atenção é que 23% dos assinantes de internet já buscaram informações para aumentar o consumo. Apesar de ainda não termos dados consolidados no Brasil, o comportamento das pessoas segue um padrão. Ou seja, estar na mídia de forma positiva, levando informação de qualidade, é um modo muito proativo de combater mensagens oportunistas e fake news, além de se manter do lado do seu público-alvo, compreendendo suas dúvidas, ansiedades e necessidades. Esse relacionamento que se estabelece entre a marca e seus “admiradores” jamais deveria ser relativizado ou interrompido. Ninguém deixa uma “amizade” acabar porque o mundo atravessa uma crise.


3. O trabalho de uma assessoria de imprensa dinamiza os relacionamentos. Quando se estudam os diversos públicos de interesse de uma empresa ou instituição, sejam clientes internos e externos, sejam fornecedores, parceiros, enfim, toda a rede de stakeholders que cerca cada negócio que vem sendo tocado neste momento, o sucesso está definitivamente atrelado à forma como se dá a comunicação entre a marca e esses componentes. O papel do assessor de imprensa é justamente compreender quem são esses públicos e de que forma a empresa deve se comunicar com eles para estabelecer uma relação de confiança, aumentar sua credibilidade e engajamento, e atingir seus objetivos – o que no médio ou longo prazo também inclui aumentar as vendas, atrair mais pacientes a clínicas ou novos associados a organizações de classe, mais alunos a escolas...

Obviamente, quem quer vender deve investir em publicidade. Mas se a empresa quer estabelecer uma relação de parceria com seus clientes, trazê-los para perto, conhecer suas necessidades e expectativas, não deve abrir mão de um bom trabalho de assessoria de imprensa. Muito menos em tempos difíceis, quando desaparecer da mídia que se frequentava regularmente é dar margens para que se pense que a empresa não está sólida o suficiente para enfrentar uma tempestade.




* Heloísa Paiva é jornalista e diretora da Press Página Projetos de Comunicação, empresa com 19 anos de vida e que já atendeu mais de 120 clientes de diversos segmentos da economia. www.presspagina.com.br

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