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Se é só para vender, não contrate uma assessoria de imprensa


Tem gente que deixa de contratar uma Assessoria de Imprensa porque os negócios vão bem. Outros, porque os negócios vão mal. Mas nem um nem outro estão corretos nas suas avaliações. Afinal, você não contrata os serviços de uma equipe de jornalistas para vender mais. Para isso existem profissionais de marketing e publicidade e o investimento – quando bem planejado e executado por pessoas competentes – vale a pena. Bons jornalistas que atuam em assessoria de imprensa têm outro objetivo: mostrar quem você é, aquilo que você sabe, ou ainda aquilo que você faz/produz ao mundo, sempre pensando num ganho em termos de credibilidade e reputação. Evidentemente, há ganhos na ponta que podem ser revertidos em mais negócios, mais clientes, na valorização do patrimônio material e intelectual... enfim, resultados que podem ser dimensionados numericamente.


Alguns clientes já me perguntaram se “jornalista é tudo igual”, ou ainda se “jornalista que atua em agência de marketing de conteúdo é igual a jornalista de assessoria ou de redação”. A rigor, são todos jornalistas e não devemos julgar oportunidades de trabalho – que são cada vez mais exíguas nesse mercado. Mas, assim como em outras profissões, há uma grande diferença entre um profissional e outro. Um jornalista com pouca experiência, preocupado em quantas repetições de palavras-chave tem de incluir numa nota de pouco mais de mil caracteres, não chegaria confiante para assumir o cargo de repórter num grande jornal. Há toda uma construção de pensamento aí. Mas nem por isso não deveria tentar, porque são os desafios que nos levam adiante, que nos fazem melhorar como pessoas e profissionais – descobrindo um potencial muitas vezes adormecido.


Hoje, nas cerca de 800 agências de comunicação corporativa espalhadas pelo Brasil, há muitos jornalistas com importantes passagens pela mídia impressa, por rádio e TV. E do encontro com jovens jornalistas que já iniciaram a carreira na mídia digital, escrevendo para inúmeras publicações e blogs, resulta muita coisa boa. Principalmente bons textos, com um cuidado todo especial em termos de pensamento estratégico, pesquisa, desenvolvimento e resultado final. Há muitos press releases que dá gosto de ler. A gente logo percebe que o assessor de imprensa primeiramente estudou o assunto antes de escrever, entrevistou seu cliente como um bom repórter, e se debruçou sobre o teclado com a mesma garra de um redator da grande imprensa. Isso tem de ser valorizado!


Sendo assim, é o cliente quem tem de se decidir, fazendo uma avaliação inteligente, se prefere ter sua imagem e reputação bem trabalhadas em grandes matérias, contar com profissionais que pensam estrategicamente sobre seu negócio a fim de adicionar valor, ou se prefere se satisfazer com qualquer texto – desde que inclua X palavras com Z repetições. Essa é a questão.


Heloísa Paiva é jornalista há quase 30 anos e assessora de imprensa há 17 anos – estando à frente da Press Página Projetos de Comunicação.

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